Art / Photo

Coletivo B-47

O coletivo B-47 foi criado em 2005 pelos artistas Dênis Rodrigues de Freitas e Tiago Ramos Gasques. Inspirados no nome da linha de transporte coletivo que atende a região onde moram em Santo André, a proposta do coletivo é unir o estilo individual de cada artista resultando em uma composição própria e homogênea.

Porque decidiram se unir e montar o coletivo?

Nos conhecemos desde moleques, morávamos no mesmo bairro. Sempre cada um pintou do seu jeito, a formação do coletivo surgiu naturalmente quando nossos gostos e referências ficaram bem parecidos, muita coisa dentro do próprio graffiti somada a design, ilustração, tipografia, Concretismo no Brasil e Muralismo Latino Americano, isso nos levou a uma linguagem mais abstrata que facilitou as intervenções e interações entre os trabalhos.

O coletivo agrega os estilos e referências de cada artista formando uma composição homogênea em cada trabalho. Como funciona o processo de criação para chegar nesse resultado?

O processo de composição acontece com qualquer um de nos começando o rascunho, geralmente partimos de uma idéia ou pesquisa sobre determinado tema, cada um rabisca sua parte e na sequência procuramos pontos para mesclar os trabalhos o que acontece direto na parede ou no suporte final, seja ele uma tela ou o caderno de desenho mesmo.

Existem também muitos pontos em comum tal como simetria e abstração, mas também pontos de total contraste, por exemplo, eu (Denis) gosto muito de trabalhar traços mais finos geralmente com spray e composições com mais ruídos, já o Tiago tem um trabalho mais limpo, trabalha mais com rolinho e também stencil na parte dos padrões.

A respeito dos muros, intervenções e telas. Existe algum trabalho que se destaca pra vocês?

Os primeiros trabalhos com o B-47 foram muito importantes pelo diálogo entre as estéticas, e a escolha dos locais, foi nesta época que pintamos a favela do Jardim Edite na zona sul no momento em que acontecia a remoção das moradias para construção da ponte Ponte Octávio Frias de Oliveira, outro que podemos destacar foi o Edifício Prestes Maia no centro, que estava sofrendo com a desapropriação de seus moradores, esses entre tantos outros locais abandonados e comunidades que pintamos foram experiências que ficaram marcadas na memória, está um pouco além do ato de pintar mas conviver com realidades e locais diferentes e destacamos esses dois casos por estarem vivendo um momento crítico.

Saiba mais:
http://www.facebook.com/b47sp
http://instagram.com/b47sp

You Might Also Like