Music

Fernando Castilho

O skatista, artista e MC, Fernando Castilho, vem representando a cena do rap mineiro por muitos anos, mais especificamente na capital Belo Horizonte, onde ele reside. Já fez parte do coletivo Casa B e hoje em dia divide seu tempo entre a banda Zimun e o projeto Aji Panca.

O Aji Panca é o seu último projeto? Quem está fazendo parte e qual a idéia que vocês estão tentando passar?

Sim, o Ajipanca é meu último projeto! A ideia começou entre dois amigos que faziam um curso de culinária juntos, foi ai que o Nelson “GNZ” e o Rafael Shumarcher “Velvo” se encontraram. Dai depois de algumas ideias e pontos de vista em comum, os dois se juntaram pra fazer um som! Só depois de um tempo eu entrei pra fazer uma faixa com o GNZ, foi ai que eu me “infiltrei” e não conseguir sair mais! (KKK) Tem bastante gente participando do projeto, vários Mcs de BH, do Brasil e alguns do Mundo também já participaram, mas isso foi depois de um tempo onde sentimos uma vontade e uma necessidade de colocar mais pessoas.

Aji Panca – Esperando o cara (Castilho, GNZ e Velvo) from Bruno Castro on Vimeo.

As ideias ou que vai ser desse projeto não é a questão, sim como tudo aconteceu e acontece até hoje. São pessoas que se juntam, pra mostrar um lado que ainda não foi explorado muito. O lado da literatura, referências, culinárias, vivências, experiências, contos e outros mil nomes que posso colocar de referência e que não são tão falados! Por isso resolvemos mudar os ares e fazer de outra forma, pra não ficarmos presos nos conceitos e sim em fazer! O AjiPanca é minha válvula de escape é sempre uma honra participar das tracks, porque não tem nada melhor que alguns AMIGOS, MÚSICA e JOINTS! U KNOW! KKK!

O trabalho em conjunto do Zimun está sendo bem reconhecido e agora a próxima etapa é uma tour pela Europa. Como foi essa oportunidade? Quem está a frente do projeto?


Cara, a vida é engraçada! Já tínhamos pensado em fazer a tour pela Europa esse ano, mas você sabe bem, uma banda independente, vindo de Belo Horizonte onde não conta com nenhuma ajuda ou produção do “mainstream” é difícil pensar em viagens assim! Então através de alguns contatos e até mesmo bandas que vão pra fora, conseguimos um diálogo em um Festival que se chama Espírito Mundo na Itália, região da Basilicata! Eles estabelecem relações culturais brasileiras entre outras manifestações culturais do mundo. Foi ai que começamos esse diálogo com eles. A partir disso, fomos estudando esse projeto de sair um pouco do Brasil, pra tentar explorar novos lugares, conhecer mais pessoas e propagar nossa mensagem!

O Zimun tem uma proposta de propagar a evolução através do som, então acredito que através desses contatos estamos indo pra Europa agora em Julho e ficaremos por la um mês e pouco, continuando essa caminhada! Somos gratos por todos que estão ajudando e fortalecendo a corrente, pois além da Itália, vamos tocar também em Portugal, talvez na Holanda e a possibilidade de mais países! Então manter nove pessoas por lá, durante um tempo, precisa de grana e contato! Acredito que está tudo no seu tempo e passo, pois oportunidades como essa não cai no colo, então é correr atrás e fazer acontecer…

Além da música você vem desenvolvendo outro talento, os desenhos. De onde vem tanta inspiração?

Falando assim ja me considero um artista famoso! (KKKK) Eu comecei a desenhar tem muito tempo, por andar de skate e conviver com pessoas do meio, eu queria arriscar de pegar a caneta ou lápis, pra não deixar o papel em branco! Ai partir de um curso preparatório pra Faculdade federal de BH, eu comecei a ter uma noção melhor de desenho, para me preparar pra prova de Belas Artes. Eu passei nos testes de aptidão, mas não passei na prova aberta de Português! Olha como as coisas são, hoje eu trabalho com a Língua Portuguesa através do som e desenho só por hobby! kkk! Mas acredito que inspiração vem o tempo todo, desde as referências dos shapes e através da inspiração de quem está perto de você! Dai quando eu colei e virei amigo de grafiteiros e artistas como Hyper, Mts, Dalata, Dms, minha mina Tânia Matos, Rato, GNZ, Comun, Joãozinho da G7 Crew e etc.. Eu comecei a fazer meus trampos! E não penso e nem procuro fazer nada igual a ninguém. Simplesmente a mesma necessidade de não deixar o papel em branco, eu senti isso com telas, shapes, e outras superfícies. E isso me faz ter uma coisa que ainda guardo comigo seja na música ou desenho, a liberdade de expressão e o desafio. E sem querer pagar de conhecido mas li uma frase do Arthur Schopenhauer que vou levar pra vida: “A arte é uma flor nascida no caminho da nossa vida, que desenvolve para suavizá-la”

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“PAZ de BH pro Mundão” Fernando Castilho

 

 

Veja mais:
http://zimun.com.br/site/
http://ajipanca.bandcamp.com/album/esquina-dos-ancestrais
http://instagram.com/castsk8
https://www.facebook.com/fernando.castilho.503
https://soundcloud.com/fernando-castilho-1

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