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Entrevista com Matheus Mats

Matheus Mats, 27 anos, é um artista com um senso intuitivo aguçado. Ele consegue transmitir as informações que a sua mente absorve em formas geométricas e bem coloridas para suas impressionantes obras. Viajando em mundos lineares com uma sutileza que poucos conseguem demonstrar. Conheça um pouco mais deste grande artista natural da cidade de Jacareí, SP.

Como foi seus primeiros contatos com a arte?
Meu primeiro contato foi quando criança. Assim como toda criança, eu me encontrava no desenho. Me divertia rabiscando o caderno de receitas da minha mãe. Porem, tudo de forma inconsciente. Comecei a entender mesmo a necessidade artística em minha vida na adolescência, quando um forte interesse pela arte na rua moldou minha moral e apontou a direção. Acredito que a partir dessa iniciação entendi a missão e comecei uma constante busca pela evolução.

Seu processo criativo é desenvolvido de que maneira e com que frequência?
Meu processo de criação é desenvolvido a todo momento, uma vez que estou sempre ligado nas informações que nossa mente absorve do invisível. Essas informações (textos, situações do cotidiano, imagens que me fazem pensar e vibrar…) são armazenadas no hd da minha cabeça. Então, filtro tudo isso para o papel, como se tivesse materializado o sentimento. E aos poucos vou elaborando as composições, por meio da intuição coloco em ordem essas informações fragmentadas. Por ultimo, passo para a tela e começo a pintura.

Qual sua ligação com as cores e simbologias?
São a base do meu trabalho. É a substância essencial pra que a alquimia aconteça. Cada cor por si só já é um simbolismo, capaz de provocar inúmeras sensações e emoções quando harmonicamente aliada a formas. Provocando assim o que Kandinsky chamava de ressonância interior.

A simbologia está presente em todos os lugares, cada povo, religião, entidade possui sua própria simbologia. A cruz de Cristo ou a estrela de Davi, por exemplo. Pois ela revela o existencial do homem por si só. Por mais que o símbolo representado seja visualmente desconhecido por quem se depara com ele, representa uma força muito grande, quando evoca algo mais que um simples significado, algo que não pode ser definido e nem explicado, porque estão além do consciente.

Onde procura inspiração para produzir suas pinturas?
São vários os fatores que me inspiram, procuro a inspiração nos meus amigos mais próximos, RDF. As formas da natureza e sua constante mutação. Temas díspares, o contraste é o principal fator pras minhas composições, como formas orgânicas e retas, ciência e religião, arte primitiva e o futurismo, todas ordenadas pra alcançar a harmonia. Grandes mestres da humanidade que nos ajudam na construção do imaginário, professor Hermógenes, Elomar Figueira, Rubem Valentim, Samico, Bispo do Rosario, Zé do Chalé. Nossa cultura popular e o folclore. Artistas contemporâneos que estão sempre em processo de produção. Neoconcretismo, xamanismo, abstracionismo geométrico, filosofia yogue e grandes mestres da humanidade, Jesus. Tudo isso guiado pela força interior que eu chamo de intuição.

A maior parte de suas pinturas são lineares e geométricas. Qual sua ligação com estes dois mundos?
A linha é como uma corda de violão, que quanto mais afinada, mais bonita a musica. Preciso me dedicar na pratica, com a disciplina da repetição, buscando o aperfeiçoamento das minhas criações. Uma vez que minhas composições derivam do desenho, que funciona como uma espécie de alicerce para a construção da pintura, seja na tela ou na rua. A geometria é a base do meu trabalho, é o começo da estrutura onde depois eu venho inserindo elementos figurativos que entram em contraste com a mesma. A geometria sagrada está em tudo, das galáxias às moléculas, está conectada a todo universo. Deus é sem duvida um grande Geômetra.

Saiba mais em http://matheus-mats.tumblr.com/

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