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Sants Beats

Diego Santos, SANTS, produtor musical de 23 anos nascido em Jundiaí. Começou tocando aos 15 anos em festas de garagem de amigos na Bahia, um dos lugares onde já morou e teve orientação em produção pelo Chico Correa, e depois em São Paulo onde ainda reside. Na noite paulistana frequentou festas de bass music como Tranquera e Colab 011, o que foi fundamental para seu envolvimento na cena noturna da cidade. Em 2013, em parceria com outros produtores, criou a Beatwise. Dentre seus trabalhos destacamos os ep’s Soundies!, Low Moods e o Noite Ilustrada. Influenciado pelo atual e o clássico, Sants capta em suas produções sensações e subjetivas reflexões que mesmo quem não presencia o mesmo estilo de vida consegue sentir.

Como tudo isso começou?
Comecei a produzir em 2007, aos 15 anos, ao descobrir um gênero de música eletrônica na época que se chama drum & bass. Como nessa época eu não saía muito de casa e não tinha internet, boa parte da minha formação musical veio através de um PlayStation 2 que ganhei na época. Jogos como Tony Hawk Pro Skater, Fifa Street e GTA meio que me deram uma noção musical interessante. Até aí eu só ouvia punk rock e rock de rádio, o jungle/drum n bass foi a primeira coisa que me abriu interesse pra outras coisas como rap, trip hop, jazz, música jamaicana, etc. Isso me tirou da “caixinha”. Logo depois fui pesquisando sons e até hoje nunca tenho uma preocupação de procurar algo muito novo ou velho, eu só vou ouvindo o que me aparece com boa vontade.

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Qual é sua rotina de produção?
Eu sou péssimo em me organizar com tempo, venho tentando entrar na linhas nos últimos meses mas viver da vida noturna é um saco pelos horários invertidos e tudo mais. Tirando tocar, eu cuido de um selo com amigos, que se chama Beatwise Recordings, que é basicamente sobre beats e graves. E o seu sub-selo, com meu amigo Vinicius Miguel, que é o Zambi, mais focado pra sons eletrônicos sem muita tag mas que complementa o trampo da Beatwise. Tenho tentado fazer outras coisas, mas o tempo e as ocasiões sempre acabam me empurrando pra música de novo.

O que te inspira a produzir?
Do ponto de vista de referências, Parteum e Mr Carmack. Pessoalmente são os momentos, viagens curtas, o escapismo que as cidades grandes te proporcionam – andar de ônibus e metrô ouvindo um som, lendo um livro. Provavelmente as melhores idéias surgem quando estamos sozinhos tendo esses momentos bucólicos urbanóides de se olhar pela janela e refletir sobre o que somos e para o que estamos aqui.

https://soundcloud.com/santsbeats/

Algum método particular no processo de criação?
Não tenho muito método. Eu só tento dividir os processos de quando faço música pra balada de quando faço música pra ouvir em casa. São pensamentos diferentes, e eu tenho uma certa dificuldade em compor música pra clube porquê você tem que ser ligeiro demais pra não soar descartável. De resto, eu só abro meu FL Studio ou Ableton Live e deixo as coisas rolarem.

E o futuro? O que aguarda?
Eu espero que a gente concretize alguns sonhos, como já estamos fazendo. Viver disso no Brasil é maluquice, é viver no vermelho, comer miojo e ter a grana sempre curta. Não era pra ser, mas ainda é um trabalho sujo. A gente vive na missão de tentar mudar isso, ou pelo menos, deixar as coisas mais tranquilas. Se o futuro reservar pelo menos 1/3 disso, está bom demais.

Mais informações:

https://www.facebook.com/santsbeats/
https://soundcloud.com/santsbeats/
https://instagram.com/santsbeats/

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