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Talles Lopes

Talles Lopes, 17 anos, ilustrador goiano e estudante de arquitetura e urbanismo da Universidade Estadual de Goiás (UEG). Produz ilustrações de linhas cruas,unindo a simetria básica e coesão espacial. Utiliza repetidamente personagens cômicos em situações distintas que associados a certas simbologias representadas por objetos, expressam ideia de significado amplo e subjetivo para quem a vê.

Quando você começou a desenhar e se interessar por esse tipo de arte?

Eu não lembro de nenhum período da minha vida em que eu não desenhasse, quando criança sempre fui um moleque bem retraído, fazendo do desenho uma espécie de companhia que fazia sentir confortável nessa condição. Quando eu já tinha uns 13 anos comecei assistir a MTV, vi pela primeira vez um clipe do black drawing chalks desenhado pelo Bicicleta Sem Freio e outras vezes uma ilustra do Berje que sempre passava durante as propagandas, lembro exatamente dessas imagens. Isso tudo foi fermento pra fazer a vontade de desenhar crescer, me levando a pesquisar e estudar mais sobre arte e a ampliar minhas referências.

Como se deu o processo de identidade criativa? Quais artista te influenciaram?

Eu acredito que eu ainda vivo um constante processo de formação de identidade, acho que tenho muito ainda pra aprender, de maneira que o que eu produzo não vem a ter uma definição ou uma linhagem muito exata. O que eu gosto de passar pro papel é basicamente o resultado de uma sério de confusões mentais, desde questões existenciais até minha perspectiva de mundo. Existe uma infinidade de artistas que de alguma forma me influenciaram, mas de forma mais intensa me vem a mente caras com Berje, Hell’o monsters, Pedro Saci, Bicicleta sem freio, Mariana a miserável, Wasted Rita, Ricardo Cavolo, broken fingaz crew e até mesmo Hieronymus Bosch.

Neste mês você terá trabalhos exposto na Espanha, como isso aconteceu?

Fiquei muito feliz em ser convidado para participar da exposição coletiva na mostra Strict, na Espanha, parte do do festival Art cluster, juntamente de outros nomes brasileiros como Rogério Geo e Flávio Grão. A exposição acontece primeiro em Girona, Espanha, e futuramente aqui na Bahia. É uma pena não poder ver de perto a reação das pessoas que vão ver meu trabalho, mas muitas exposições ainda vão rolar!

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